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Como se Proteger do Mosquitos

16 Agosto 2013 as 11:43 pm

mosquito picando

Se vocé chegou até aqui provavelmente é porque já foi picado alguma vez por mosquitos, e ficou irritado alguma noite pelo barulhim chato de mosquitos atrapalhando seu sono. Esperamos que este guia ajude a você a e sua família ter maior conforto, saúde e em definitiva, ter maior qualidade de vida. “Dois séculos atrás, nem médicos nem entomologistas imaginavam algum vínculo entre insetos e doenças.

Hoje são conhecidas centenas de doenças, tanto dos homens quanto dos animais, que são transmitidas pelos insetos. O impaludismo ou malária é o exemplo clássico. A doença é conhecida desde a Antigüidade, assim como sua relação com terrenos pantanosos. Supunha-se que o ar contaminado, o miasma que se levantava dos pântanos à noite, causava a febre e os tremores característicos. Em 1882, alguém sugeriu que a malária era transmitida por mosquitos, mas ninguém deu crédito. Somente uma década e meia depois é que se pôde comprovar a verdadeira origem da transmissão da doença. Um mosquito, o famoso Anopheles, era quem transportava os parasitas da malária.” Não é o propósito deste guia fazer um tratado de biologia de insetos, porém para combater qualquer inimigo precisamos conhecer alguns dados e costumes.

É importante saber que existem mais de 2500 variedades de mosquitos. Cientistas classificam os mosquitos em grupos, os mais comuns: Aedes aegypti (Mosquito da dengue), Aedes albopictus (Mosquito tigre), Culex (pernilongo, Muriçoca), Anopheles, Deinocerites, Mansonia, Ochlerotatus, Psorophora, Ceratopogonidae (Mosquito palha), Ceratopogonidae (Maruim ou mosquito-pólvora) E cada um dos grupos tem várias espécies diferentes.

Para a reconhecer as diferéncias entre diferentes espécies recomendo a leitura de este artigo:

http://www.fiocruz.br/ccs/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=2361&sid=3

Uma excelente ajuda para identificar cada espécie vocè pode encontrar nestes sites de catalogação destes insetos:

http://www.mosquitocatalog.org/ e http://fmel.ifas.ufl.edu/

Quantas vezes você ja ficou incomodado ou perdeu o sono porque um pernilongo estava zunindo no seu ouvido? É comum nos depararmos com essa situação, principalmente durante os períodos de calor, quando dormimos com as janelas abertas e sem lençol.
Segundo Rafaela Lopes Falaschi, mestre em Ciências, com especialização em pela USP de Ribeirão Preto, isso acontece porque após localizar o alvo, os mosquitos o rodeiam até surgir a oportunidade de pousar sobre a pele e sugar o sangue. Também há espécies que picam apenas em situações pouco reativas, como durante o sono, por exemplo.

Por que os mosquitos picam? Mas como é que eles encontram sua presa? A resposta é simples: a atração ocorre devido a combinação de vários fatores e estímulos como a presença de CO2 (liberado pela respiração), umidade e ácido lático (componente comum do suor), alem da visão do proprio inseto. “Podemos chamar esses fatores com o nome genérico de “odores do hospedeiro” que, com freqüência, atuam de forma combinada. Nas partes bucais e nas antenas estão presentes sensores especializados na detecção desses estímulos químicos”, explica Rafaela. Ou seja, os pernilongos são atraídos por odores e gases por nós liberados durante atividades como respirar e suar, além de ter mecanismos específicos de detecção desses cheiros e utilizar a visão para localizar a vítima.

Os insetos atingem a pele da pessoa com suas cerras, injetam saliva que serve como anticoagulante e sugam o sangue, sendo a coceira sentida após a picada fruto da proteína presente na saliva. Essas picadas podem causar sérias irritações, propiciam infecções e doenças como a dengue.

Um dado curioso é que os mosquitos machos alimentam-se apenas de substâncias açucaradas, como o néctar das flores, orvalho e gotículas secretadas por pulgões e frutas. Já as fêmeas também se alimentam de sangue e por isso são chamadas hematófagas. A bióloga explica que o líquido é rico em proteínas necessarias para o amadurecimento dos ovos. Assim, se for picado, com certeza terá sido por uma representante do sexo feminino da espécie em questão: uma mãe que precisa de proteínas para nutrir e desenvolver suas crias.

Apesar de algumas espécies demonstrarem preferência por mamíferos de grande porte como o ser humano, elas têm outras fontes de alimento. “De acordo com o grau de agressividade das fêmeas, os mosquitos podem sugar vertebrados aquáticos, aves e mesmo outros insetos. Outras espécies apresentam-se bem mais restritas, com apenas uma única especie de hospedeiro”, conclui Rafaela.

Categoria: mosquitos